Em uma contundente reflexão durante o podcast Mano a Mano, apresentado por Mano Brown, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) traçou um paralelo entre a destruição causada pelo conflito na Faixa de Gaza e o estado de desmonte institucional encontrado ao assumir o governo após Jair Bolsonaro (PL).
“Pegamos um país semidestruído. Às vezes olho para a destruição em Gaza e lembro do Brasil que herdamos: sem Ministério do Trabalho, Igualdade Racial, Direitos Humanos, Cultura”, disse Lula no episódio gravado no domingo (15) e publicado na quinta-feira (19).
“Foi uma destruição proposital. O então presidente rejeitava tudo que pudesse empoderar o povo. Cultura, por exemplo, politiza, desperta consciência — e isso era visto como ameaça.”
“Ele negava a democracia”,
O presidente também voltou a condenar os horrores do conflito em Gaza, que classifica como genocídio, e reafirmou a necessidade de criação de um Estado palestino. Ao lado do presidente francês Emmanuel Macron, Lula criticou o imobilismo do Conselho de Segurança da ONU, alertando que a organização
“não pode continuar funcionando com a lógica de 1945”.
Durante sua participação na Cúpula do G7, no Canadá, Lula voltou a denunciar os massacres em Gaza, destacando a brutalidade contra civis, sobretudo mulheres e crianças, e o uso da fome como tática de guerra — crimes inadmissíveis aos olhos da humanidade.

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